Em resumo:
• O Metal Casting Congress 2026 aconteceu de 14 a 16 de abril em Grand Rapids, Michigan, reunindo mais de 2.000 participantes e 200 expositores.
• De maneira geral, os quatro grandes temas do evento foram: digitalização e Foundry 4.0, automação, controle de processo e sustentabilidade.
• O processo No-Bake possui soluções que já endereçam essas prioridades, em operação no Brasil, México e nas Américas.
Entre os dias 14 e 16 de abril de 2026, Grand Rapids, Michigan, sediou o Metal Casting Congress, o principal evento da indústria de fundição nas Américas, organizado pela American Foundry Society (AFS). A KNBS marcou presença e voltou com uma visão clara: a indústria está convergindo em torno de prioridades que o processo No-Bake já endereça há décadas.
Neste artigo, compartilhamos os principais temas que observamos no evento e o que eles significam para quem opera ou está estruturando uma linha de fundição No-Bake.

O que é o Metal Casting Congress e por que ele importa
O Metal Casting Congress é o evento de referência da indústria de fundição na América do Norte. Com mais de 2.000 participantes e 200 expositores, o congresso reúne fundições, fornecedores de equipamentos, insumos e automação, engenheiros e compradores em um único ambiente de troca técnica e comercial.
A edição de 2026 trouxe o tema Shaping Tomorrow in Metalcasting, moldando o amanhã da fundição, com foco em tecnologias e tendências que vão definir o futuro do setor. Os debates foram organizados em torno de quatro grandes eixos: digitalização, automação, controle de processo e sustentabilidade.
Digitalização e Foundry 4.0: dados como vantagem competitiva
Um dos temas mais presentes em Grand Rapids foi a integração digital nas linhas de fundição. O conceito de Foundry 4.0, a indústria 4.0 aplicada à fundição, deixou de ser tendência para se tornar realidade operacional em empresas de médio e grande porte.
As discussões giraram em torno do uso de dados para otimizar rendimento, reduzir defeitos e tomar decisões mais rápidas no chão de fábrica. Sistemas supervisórios que integram mistura, moldagem, vazamento e recuperação de areia em um único painel de controle foram destaque entre os fornecedores de tecnologia.
Para as fundições No-Bake, isso se traduz em controle em tempo real das variáveis de processo, temperatura da areia, dosagem de resina e catalisador, tempo de cura — com rastreabilidade completa de cada lote produzido.
Automação e eficiência operacional: fazer mais com menos
A automação foi o tema que mais mobilizou atenção no evento. O desafio da indústria de fundição é claro: aumentar produtividade e reduzir custos operacionais em um ambiente com crescente pressão por eficiência e escassez de mão de obra qualificada.
Os debates foram práticos: como automatizar operações críticas (desmoldagem, vazamento, colocação de machos) sem comprometer qualidade e sem exigir investimentos inviáveis para operações de médio porte. Robótica, linhas de Fast Loop e manipuladores automáticos foram as soluções mais discutidas como resposta a esse desafio.
O consenso entre os especialistas foi que a automação bem dimensionada não substitui o processo, ela o torna mais estável, repetitivo e eficiente.
Controle de areia e qualidade de processo: a base de tudo
Outro eixo central do congresso foi o controle de processo como fundamento da qualidade. Para as fundições No-Bake, isso significa dominar cada variável da cadeia: da granulometria da areia à dosagem precisa de resina e catalisador, passando pelo controle de temperatura e umidade.
O evento reforçou que a estabilidade operacional é o caminho para reduzir a dependência da habilidade individual do operador e garantir a repetibilidade. A lógica é clara: processos monitorados e estáveis resultam em menos refugo, menos retrabalho e uma produção mais consistente.
A mensagem do evento foi direta: controle de processo não é diferencial, é requisito básico para competir em qualidade e custo.
Sustentabilidade: recuperação de areia como imperativo
O tema da sustentabilidade ganhou espaço central no congresso, sendo tratado não apenas como discurso, mas como um critério real de decisão para investimentos e parcerias globais. O evento reforçou que fundições que não avançam na redução de emissões e no reuso de materiais correm o risco de serem excluídas de cadeias de fornecimento mais exigentes.
No contexto No-Bake, o grande destaque foi a gestão eficiente do ciclo da areia. O debate deixou claro que reduzir o descarte e priorizar o reuso não é apenas uma decisão ambiental, mas uma estratégia econômica para aumentar a lucratividade e a eficiência operacional. A mensagem final foi de que a responsabilidade ecológica e o desempenho financeiro estão, agora, definitivamente alinhados.
O que o congresso confirma para quem trabalha com No-Bake
Saímos do Metal Casting Congress com uma percepção clara: os temas que pautaram o evento em 2026 (automação, controle de processo, digitalização e sustentabilidade) são exatamente as frentes em que a tecnologia No-Bake, bem implementada, já entrega resultados concretos.
O processo No-Bake permite automação progressiva das etapas críticas de moldagem, oferece alto nível de controle sobre as variáveis de processo e viabiliza taxas elevadas de recuperação e reaproveitamento de areia. Para as fundições que trabalham com peças de médio e grande porte, é uma base tecnológica robusta para responder às exigências que o mercado está colocando.
No próximo artigo, detalhamos as soluções que a KNBS levou para o Metal Casting Congress e como cada uma delas endereça os temas discutidos no evento.
Perguntas frequentes
O que é o Metal Casting Congress?
É o principal evento da indústria de fundição na América do Norte, organizado pela American Foundry Society (AFS). Realizado anualmente nos Estados Unidos, o congresso reúne fundições, fornecedores, engenheiros e compradores para debater tecnologias, tendências e negócios do setor de metalcasting.
Quais foram os principais temas do Metal Casting Congress 2026?
Os eixos centrais foram digitalização e Foundry 4.0, automação e eficiência operacional, controle de qualidade e processos de moldagem, e sustentabilidade, com ênfase em redução de emissões e reuso de areia.
O processo No-Bake responde às tendências discutidas no evento?
Sim. Os temas centrais do congresso, controle de processo, automação, digitalização e recuperação de areia, são áreas em que o processo No-Bake, com os equipamentos certos, já oferece soluções maduras e comprovadas em operação.
Conclusão
O Metal Casting Congress 2026 reforçou o que a indústria já sinalizava: eficiência, controle e sustentabilidade deixaram de ser tendências futuras para se tornar requisitos do presente. As fundições que saem na frente são aquelas que investem em processos mais controlados, linhas mais automatizadas e sistemas de recuperação de areia mais eficientes.
Para as fundições No-Bake no Brasil e na América Latina, o cenário é o mesmo. As exigências de qualidade, custo e responsabilidade ambiental que moldam o mercado norte-americano chegam, e em muitos segmentos, já chegaram. A KNBS, com sede em Piracicaba e atuação em toda a América do Sul e México, acompanha esse movimento de perto e oferece as soluções para responder a ele.
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